Shopping

Deixar-se guiar a esmo

Como um ramo de algas

A boiar nas calmas marolas

De um tranquilo e morno mar

Caminhar sem rumo

Pelas alamedas indigestas

Do enfastioso shoping

E tentar dar um momentâneo

Sentido à uma vida

Que não vê mais sentido

Em sentir prazer no que oferece

Esse faustoso e inútil

Templo pagão do desenfreado

E viciante consumo

Da ilusão do bem estar

Catedral alienante

Indutora e mantenedora

Da insaciável e alucinante

Busca pela inalcançável felicidade.

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Autor: Edmar Claudio

Sou um tradutor de sentimentos, um operário das palavras, um amante das artes.

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